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Perguntas frequentes
A neuromodulação sacral é uma terapia que utiliza estímulos elétricos de baixa intensidade para modular os nervos sacrais envolvidos no controle da bexiga. Pode ser utilizada em pacientes selecionados com bexiga hiperativa refratária, incontinência por urgência e retenção urinária não obstrutiva.
O neuromodulador sacral ajuda a regular a comunicação entre a bexiga e o sistema nervoso. Dependendo da indicação, pode reduzir urgência, frequência urinária e episódios de incontinência ou melhorar o esvaziamento da bexiga em determinados casos de retenção urinária.
InterStim é um dos sistemas utilizados para realizar a neuromodulação sacral. A técnica é a neuromodulação sacral; InterStim é o nome de uma das tecnologias disponíveis para fornecer essa estimulação.
Sim. Uma das principais características da neuromodulação sacral é a realização de uma fase de teste antes do implante definitivo.Durante esse período, a evolução dos sintomas é comparada com a situação anterior ao tratamento. O implante definitivo é considerado quando existe resposta clínica relevante.
Um eletrodo é posicionado próximo a uma raiz nervosa sacral e conectado temporariamente a um estimulador externo. Durante os dias seguintes, o paciente pode utilizar um diário miccional para registrar urgência, frequência, perdas urinárias ou necessidade de cateterismo, conforme a indicação.
O procedimento é realizado com anestesia e o desconforto pós-operatório costuma ser controlável com as medidas prescritas pela equipe. Pode ocorrer dor ou sensibilidade na região do implante nos primeiros dias, com intensidade variável entre os pacientes.
O gerador é implantado sob a pele, geralmente na região glútea superior. Na maioria dos pacientes, permanece discreto, embora possa ser percebido ao tocar a região onde foi implantado.
Pode ser considerada em determinados pacientes com retenção urinária não obstrutiva.Antes da indicação, é importante excluir obstruções anatômicas e outras causas de dificuldade de esvaziamento. Em pacientes selecionados que respondem à fase de teste, a terapia pode reduzir a retenção e a necessidade de cateterismo intermitente.
As duas terapias podem ser utilizadas em pacientes com bexiga hiperativa refratária, mas funcionam de formas diferentes.A toxina botulínica é aplicada diretamente na bexiga e possui efeito temporário. A neuromodulação atua sobre os circuitos nervosos e permite realizar um teste antes do implante definitivo.A escolha depende do funcionamento da bexiga, dos tratamentos anteriores, dos riscos de cada terapia e das preferências do paciente.
O dispositivo não necessariamente dura por toda a vida. A necessidade de troca depende do modelo, do tipo de bateria e dos parâmetros utilizados.Existem sistemas com baterias recarregáveis e outros em que o gerador pode precisar ser substituído após determinado período. O acompanhamento periódico também permite revisar a programação e o funcionamento do dispositivo.

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